- TUNE-IN
Uma partitura que nunca foi tocada é música?
Existe uma discussão filosófica sobre o tema obra musical e as suas interpretações. Como violetista, o meu papel principal nesta profissão é interpretar composições de outras pessoas. Muitas vezes eu não tive a oportunidade de conhecer o compositor pessoalmente, mas tenho mais ou menos indicações que me ajudam a perceber a obra de arte que ele imaginou. Tal como a pintura trabalha com cores e não se vê sem luz, a música trabalha com sons no meio do tempo. Nem sempre foi possível fazer gravações e a música só existia no momento em que ela era interpretada pelos músicos. Tal como um grupo de teatro pode interpretar uma peça de Shakespeare, uma orquestra pode interpretar uma sinfonia de Beethoven sem a presença de quem a escreveu. Mas se uma obra musical nunca foi estreada, quem a poderá alguma vez apreciar e ouvir?
Existe outra obra que me fascina muito. Não é uma partitura, mas também é antiga, foi copiada, traduzida e editada inúmeras vezes. Estou a falar da Bíblia, também chamada como Palavra da Vida. Tal como uma obra musical, ela apenas é viva, se for vivida. Existem muitas interpretações possíveis e discussões sobre elas... Qual é a nossa liberdade no papel de interpretes da maior obra de arte? Não interpretar e apenas ler, significa a morte da obra. Se interpretarmos de uma forma demasiado livre, podemos distorcer o original a tal forma, que se torna irreconhecível o traço do Compositor.
Como intérprete de músicas de outros tempos, preciso de entender o que os símbolos de notação musical significam. Será que naquele tempo eles significavam a mesma coisa? Ainda temos o manuscrito original? Será que nas edições disponíveis foram acrescentadas informações adicionais que não são da autoria do compositor? Havia tradições de interpretação que não eram escritas, porque eram subentendidas e deixadas ao critério do interprete? Quais eram os instrumentos que usavam? Onde eram feitos os concertos?
Mas no meio de todas estas perguntas, não devo bloquear e deixar de tocar. Estamos no meio da sinfonia, somos espectadores e intérpretes ao mesmo tempo... por vezes pode parecer até confuso, mas se se perderem no maio da partitura, não se esqueçam que podemos olhar para o maestro.
No caso da Palavra da Vida, existe apenas um intérprete perfeito, a própria Palavra Viva: LOGOS.
No princípio era o Músico, e o Músico estava com o Compositor, e o Músico era o próprio Compositor.
Ele estava no princípio com o Compositor.
Todas as notas foram compostas por ele, e sem ele nada do que foi composto se escreveu.
Nele estava a música, e a música era o som dos intérpretes.
E o som resplandeceu no meio do barulho, e o barulho não o compreendeu.
....
Ali estava o verdadeiro som, que ilumina a todos os músicos na orquestra.
Estava no meio da orquestra, e todos as notas tinham sido escritas por ele, mas a orquestra não o reconheceu.
Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
....
E o Compositor se fez intérprete, e tocou entre nós, e ouvimos a sua glória, como a glória do Compositor, cheio de graça e de verdade.
...
E todos nós recebemos também da sua plenitude, e graça por graça.
Porque a partitura foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.
O Compositor nunca foi visto por alguém. O verdadeiro Músico, que está no seio do Compositor, esse o revelou.
Ele estava no princípio com o Compositor.
Todas as notas foram compostas por ele, e sem ele nada do que foi composto se escreveu.
Nele estava a música, e a música era o som dos intérpretes.
E o som resplandeceu no meio do barulho, e o barulho não o compreendeu.
....
Ali estava o verdadeiro som, que ilumina a todos os músicos na orquestra.
Estava no meio da orquestra, e todos as notas tinham sido escritas por ele, mas a orquestra não o reconheceu.
Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
....
E o Compositor se fez intérprete, e tocou entre nós, e ouvimos a sua glória, como a glória do Compositor, cheio de graça e de verdade.
...
E todos nós recebemos também da sua plenitude, e graça por graça.
Porque a partitura foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.
O Compositor nunca foi visto por alguém. O verdadeiro Músico, que está no seio do Compositor, esse o revelou.
( Paráfrase: João 1:1-18 )
Tirza Vogel
- NOTAÇÃO MUSICAL
1. notação musical antiga
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| Missal inglês, séc. XIV |
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| Hino a Nikkal Nippur, Suméria (atual Iraque), ca. 1400 a.C, |
2. notação musical alterada
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| The Magic Circle of Infinity/Moto Perpetuo George Crumb, anos 70 |
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| Belle, bonne, sage Baude Cordier, séc. XIV |
3. partituras gráficas
Tof era um tamborim de som intenso usado em festividades. Esse instrumento, que era tocado com a mão, consistia em um aro de metal coberto com uma pele de carneiro ou cabra.
Ugav (ou ugab) era um tipo de flauta.
Tziltzilei (ou tseltselim) eram címbalos, provavelmente tocados em pares por us só músico. Eram usados para sinalizar o início dos cânticos e as divisões entre as seções dos salmos.
(Fonte: Tyndale Bible Dictionary, "Musical Instruemnts" (Tydale House Publishers, 2001) - citado na Bíblia de Estudo NVT)
Porém, obviamente, os hebreus não eram os únicos povos da antiguidade a usar instrumentos musicais!
"The Shofar is the Jewish calling voice. It was used in ancient Israel to announce the New Moon (Rosh Chodesh) and call people together.
we meet it in the bible during times of joy and war and in the temple. The Shofar is related to forgiveness and mercy month and it is blown in every Israeli community during Rosh Hashanah (New Year). The blasts of the shofar are wake-up calls. Rosh Hashanah is the time to shake out of our spiritual slumber, reconnect to our source, and recommit to our divine mission in this world. It is considered a mitzvah (commandment) to hear the shofar blown. Using the Shofar as a musical instrument is rare.This blast of biblical horn is believed by the Jewish faith to open up the gates of heaven."
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| December 1952 - Earle Brown |
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| AEON - Tirza Vogel e Eva Grossenbacher, 2019 |
4. historia da notação musical ocidental moderna
Grande parte da tradição musical era e é transmitida oralmente. O erudito e teórico musical Isidoro de Sevilha, do séc. VII, considerou que "a menos que os sons sejam mantidos pela memória do homem, eles perecem, porque não podem ser escritos."
No entanto, surgiram em vários países propostas diferentes de notação musical ao longo da hostória. Algumas tinham um caráter meramente mnemónico, outras eram soluções mais elaboradas.
A notação musical ocidental moderna surgiu provavelmente a partir dos sinais de acentuação da liturgia grega e romana do século II a.C.
Acutus: /
Gravis: \
A partir do séc. IX desenvolveram-se os neumas no canto gregoriano:
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| neumas |
- INSTRUMENTOS ANTIGOS(Carina)
Como surgiram os instrumentos que usamos hoje? Será que eles sempre foram tal como são?
Vamos tomar como exemplo o Salmo 150, em que são citados diferentes instrumentos musicais. Dependendo da tradução que estivermos a usar, os nomes dos instrumentos podem ser diferentes. Então, qual eram os instrumentos utilizados pelo rei David e pelos músicos no templo?
Apenas analizar seus nomes no texto original (hebraico) não nos permite saber exatamente como eram, pois algumas palavras que naquele tempo tinham um significado hoje podem ter outro. Porém, estudos da língua e cultura hebraica, bem como das civilizações vizinhas aos hebreus nos dão boas pistas de como poderiam ser estes instrumentos.
O shofar é o único instrumento do antigo israel que ainda existe e continua a ser usado na liturgia judaica. Geralmente é traduzido como trombeta.
O kinnor instrumento musical mencionado com mais frequência na Bíblia. Era uma lira ou harpa que podia ser segurada com a mão.
O nevel (ou nebel)era um instrumento maior e de som mais intenso que kinnor.
Vamos tomar como exemplo o Salmo 150, em que são citados diferentes instrumentos musicais. Dependendo da tradução que estivermos a usar, os nomes dos instrumentos podem ser diferentes. Então, qual eram os instrumentos utilizados pelo rei David e pelos músicos no templo?
Apenas analizar seus nomes no texto original (hebraico) não nos permite saber exatamente como eram, pois algumas palavras que naquele tempo tinham um significado hoje podem ter outro. Porém, estudos da língua e cultura hebraica, bem como das civilizações vizinhas aos hebreus nos dão boas pistas de como poderiam ser estes instrumentos.
O shofar é o único instrumento do antigo israel que ainda existe e continua a ser usado na liturgia judaica. Geralmente é traduzido como trombeta.
O kinnor instrumento musical mencionado com mais frequência na Bíblia. Era uma lira ou harpa que podia ser segurada com a mão.
O nevel (ou nebel)era um instrumento maior e de som mais intenso que kinnor.
Tof era um tamborim de som intenso usado em festividades. Esse instrumento, que era tocado com a mão, consistia em um aro de metal coberto com uma pele de carneiro ou cabra.
Ugav (ou ugab) era um tipo de flauta.
Tziltzilei (ou tseltselim) eram címbalos, provavelmente tocados em pares por us só músico. Eram usados para sinalizar o início dos cânticos e as divisões entre as seções dos salmos.
(Fonte: Tyndale Bible Dictionary, "Musical Instruemnts" (Tydale House Publishers, 2001) - citado na Bíblia de Estudo NVT)
Porém, obviamente, os hebreus não eram os únicos povos da antiguidade a usar instrumentos musicais!
A Bíblia cita Jubal, um descendente de Caim, como o precursor dos que tocam harpa e flauta, isso ainda antes do Dilúvio (cf. Gn 4.21).
Também foram encontradas flautas de ossos e pinturas rupestres que testificam o uso de intrumentos musicais desde a pré-história.
Os egípcios, sumérios e babilônios possuiam diferentes instruemntos, como é possível ver nas pinturas e gravuras deixadas em seus monumentos e tumbas.
Acredita-se que a música na antiguidade possuía funções principalmente ritualística (associada à religiosidade), mas também de lazer, sendo muito utilizada para acompanhar a dança.
Os gregos davam grande valor à música, e podemos ver como eram alguns de seus instrumentos nas pinturas em seus vasos de cerâmica. Foram eles que começaram a elaborar a teoria musical e influenciaram grandemente a nossa música (ocidental).
Os romanos absorveram muito da cultura grega e certamente não foi diferente com a música.
Durante a Idade Média havia uma grande diversidade de instrumentos musicais, e já podemos ver alguma semelhança aos instruementos atuais.
As rabecas e violas já possuiam cordas friccionadas, por exemplo.
Outros exemplos de instrumentos medievais podem ser vistos na figura a seguir:

Durante o Renascimento alguns instrumentos medievais continuaram populares; outros, como o alaúde, foram modificados. Mas também surgiram instruemntos novos.
A voz continuava a ser o principal "instruemnto" na música renascentista. Porém, nesse período, mais compositores começaram a escrever música apenas instrumental.
A Música na Bíblia e a Tradição Musical Hebraica
Também foram encontradas flautas de ossos e pinturas rupestres que testificam o uso de intrumentos musicais desde a pré-história.
Os egípcios, sumérios e babilônios possuiam diferentes instruemntos, como é possível ver nas pinturas e gravuras deixadas em seus monumentos e tumbas.
Acredita-se que a música na antiguidade possuía funções principalmente ritualística (associada à religiosidade), mas também de lazer, sendo muito utilizada para acompanhar a dança.
Os gregos davam grande valor à música, e podemos ver como eram alguns de seus instrumentos nas pinturas em seus vasos de cerâmica. Foram eles que começaram a elaborar a teoria musical e influenciaram grandemente a nossa música (ocidental).
Os romanos absorveram muito da cultura grega e certamente não foi diferente com a música.
Durante a Idade Média havia uma grande diversidade de instrumentos musicais, e já podemos ver alguma semelhança aos instruementos atuais.
As rabecas e violas já possuiam cordas friccionadas, por exemplo.
Outros exemplos de instrumentos medievais podem ser vistos na figura a seguir:

Durante o Renascimento alguns instrumentos medievais continuaram populares; outros, como o alaúde, foram modificados. Mas também surgiram instruemntos novos.
A voz continuava a ser o principal "instruemnto" na música renascentista. Porém, nesse período, mais compositores começaram a escrever música apenas instrumental.
A Música na Bíblia e a Tradição Musical Hebraica
Excerto do trabalho realizado por
Bárbara Neto e Tomás Costa
da disciplina de História da Música, leccionada
pelo Prof. Doutor Rui Cabral Lopes
na Academia Nacional Superior de Orquestra
- ACÚSTICA
ondas sonoras
frequência
amplitude
(Tirza)
- HARMONIA
Família Scaletti
| O pai é o Sr. Domingos |
| A mãe: a Dona Dorinha |
Os filhos maiores são.
| o Solomon, mais conhecido por Sol (ele gosta de DOMinar a situação...): |
| O Fábio gosta de competir com o Sol, mas ele tem de se SUBmeter ao mais DOMINANTE |
depois vêm os menorzinhos:
| A Lara |
| O Miguel |
| A Rebequinha |
| o Simãozinho, chamam de diminuto e é muito SENSIVEL, ele gosta de olhar para os pais ou andar ao colo do Sol: |
- GLOSSÁRIO MUSICAL Tirza e Carina
NOTA: Som de altura
definida.
GRAVE: Som produzido por
ondas de baixa frequência.
- TAREFA
- ORAÇÃO -MÚSICA
From your place - a song by "The Singing Rabbi", Shlomo Carlebach.
Yamma Ensemble
Aviv Bahar - leading vocals, guitar, arrangement
Jonathan (Yonnie) Dror - shofar, flute
Talya G.A Solan - back vocals
The text sung is taken from the Kedusha, shacharit prayer for Shabbat and Holidays.
The text is being said silently together with the last sentence by the
congregation and sometimes sung out-loud with the chazzan
"From your place, our King, may you appear
And reign over us, for we are waiting for You.
When will you reign in Zion? Soon, in our days,
Forever may you dwell there.
May You be exalted and sanctified within your city Jerusalem
Generation after generation, and for all eternity.
May Your eyes see Your kingdom.
As this matter is expressed in the songs of Your might."
....







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